terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Estádios de futebol... espalhados pelo mundo

Não gosto de Futebol. É assumido. Não tenho clube, não tenho interesse e não percebo nada do tema. Conheço um ou outro jogador através das notícias e pouco mais. Mas apesar de leigos na matéria, os meus olhos já contemplaram mais estádios que muitos ferrenhos adeptos de futebol. E porquê? Porque eu tenho um marido que percebe à séria do tema e em viagem lá tenho de picar cartão junto a um estádio, mesmo que seja apenas para ver o exterior.
Eis a listagem de palcos futebolísticos que eu já conheço:

Santiago Barnabéu - Madrid




Camp Nou - Barcelona




Estadi Olimpic Lluís Companys - Barcelona




Estadio de Mestalla - Valência



San Mames Zelaia - Bilbao




Stade Vélodrome - Marselha




Parc Olympique Lyonnais - Lyon




Stade Roi-Boudoin - Bruxelas




Amsterdam Arena - Amesterdão





Old Trafford Stadium - Manchester




Generali Arena - Praga



Allianz Arena - Munique




Ninho de Pássaro (Estádio Nacional) - Pequim






Estádio D. Afonso Henriques - Guimarães





Estádio do Dragão - Porto





quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

I've climbed the wall...on a foggy day!

A Grande Muralha da China é um monumento de uma grandiosidade inquestionável que paira nos sonhos de uma boa parte da humanidade. É daquelas visitas que muitos sonham fazer uma vez na vida, antes de partirem deste mundo. Eu também tive esse sonho e aos 30 anos chegou o momento de o concretizar.



Criada com um propósito defensivo, ou assim a ideia da construção foi "vendida", a Grande Muralha consiste num conjunto de muralhas, com aproximadamente 21 200 km, atravessando várias províncias e regiões autónomas. Foi construída entre 220 AC e o século XV DC e é um marco da China Imperial. A ideia da sua construção partiu do imperador Qin Shihuang, mas com a sua morte surgiu um período politicamente tumultuado que fez com que os trabalhos de construção da muralha ficassem bloqueados durante alguns períodos de tempo e daí os atrasos na conclusão da obra. 
Um século depois da obra finalizada, a Muralha acabou por ser abandonada no âmbito do seu objetivo de defesa e é, atualmente, um dos cartões de visita da China e provavelmente um dos pontos de visita obrigatórios dos turistas nacionais (que são mais que muitos) e internacionais.







Tal como se apresente o hoje o dia fora da minha janela de casa, a Muralha apresentou-se a mim com essa mesma cara. Nevoeiro e mais nevoeiro foi o que avistámos. 
Saímos de Pequim numa manhã nublada na última semana de setembro de 2014, nada de mais para um dia normalíssimo em Pequim. Usámos um autocarro de serviço público para chegar à muralha na secção de Badaling, uma das secções mais populares e visitadas, provavelmente pelo investimento feito no restauro desta área que permite aos visitantes um acesso mais cómodo. À medida que o autocarro se aproximava do destino avistámos um cenário enevoado e começámos a adivinhar o cenário que nos esperava. Aqueles cenários com panorâmicas de perder de vista na Muralha não iam acontecer para nós... E não aconteceram. Foi a desilusão total. Não víamos muito mais que a uma distância de poucos metros à frente dos nossos olhos. Para vermos um pouco mais da extensão da muralha tínhamos sempre de andar mais uns metros e o cenário era sempre igual.




 Acabámos por não demorar muito por estas bandas e descemos, tal como tínhamos subido, num sistema com assentos a assemelhar-se a uma montanha russa que permite um acesso rápido à extensão da muralha propriamente dita. 
Terminámos a visita a comer uma massaroca de milho assada enquanto nos despedíamos dos ursos que fazem as delícias dos visitantes na chegada a Badaling.





A realidade nem sempre corresponde à expetativa e viajar pressupõe correr esse risco. Na maioria das vezes as coisas correm bem, mas há situações em que as expetativas saem defraudadas. O importante é não desanimar, aceitar que as coisas são mesmo assim e continuar o processo de descoberta do mundo. 

Boas viagens a todos!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Malta, fomos a Malta!

Devo reconhecer que o meu fascínio pelas viagens foi em muito adquirido na infância e adolescência, quer via televisão, revistas, aulas, etc.
Lembro-me de estar a ver os clássicos Jogos Sem Fronteiras e querer conhecer todos os países representados. Lembro-me, ainda, daqueles pequenos vídeos que apareciam ao longo da emissão do programa e, que mostravam imagens das cidades de onde as equipas eram oriundas. Tudo isto muito antes da Internet...
Pois bem, foi assim que ouvi falar de Malta e prometi a mim própria em tenra idade que havia de lá ir. E fui. Quando se é casada com uma pessoa que também cresceu a criar este desejo de descoberta, é quase impossível resistir à visita destes destinos e,como tal, lá fomos para Malta aproveitar o bom tempo de setembro e, simultaneamente, fazer desta pequena ilha do Mediterrâneo o lugar para comemorar os 2 anos de enlace matrimonial.


Malta é pequena e gloriosa. Quente e irresistível. Apesar de desconhecermos, foi cenário de filmes e séries tais como o filme do Popeye (1980) ou a aparentemente eterna Guerra dos Tronos. Neste artigo vou deixar dicas de alguns pontos a não deixar de fora numa visita à ilha. Seria, contudo, absolutamente injusto não agradecer ao blog Diário das Viagens  que em muito inspirou esta viagem e à qual forneceu dicas preciosas.


Densamente povoada, é um dos mais pequenos países da Europa, estrategicamente localizada, tendo sido palco de uma história rica que incluiu fenícios, árabes, romanos, normandos, otomanos e tantos outros povos que deixaram a sua marca na História deste pequeno pedaço de Terra do meio do Mediterrâneo. Portugal não foi exceção, dado que António Manuel de Vilhena, 66º Grão Mestre Soberano da Ordem dos Hospitalários, governou a ilha de Malta durante 14 anos. No decorrer desse tempo o Grão Mestre deu espaço à cultura com a construção do Teatru Manoel, ainda em funcionamento na capital La Valletta e, que se evidencia como o maior testemunho português em terras maltesas. 
Malta é, também, um país profundamente católico, tendo sido o divórcio legalizado apenas há pouco mais de 5 anos, em 2011. A origem da expansão do cristianismo nesta área a muito se deve ao facto do apóstolo Paulo aqui ter naufragado e, consequentemente, expandido a fé cristã. Não é de admirar a quantidade de igrejas  por metro quadrado (a cada esquina se encontra uma cúpula) e a riqueza visível nos acabamentos.
Em Malta fala-se oficialmente maltês, que foneticamente lembra o árabe, e também inglês, pelo que a comunicação se torna muito fácil para quem domina a língua. A moeda oficial é o Euro, pelo que as transações são cómodas e práticas para a maioria dos europeus que não precisam trocar moeda.
Para circular pela ilha pode recorrer-se ao aluguer de uma viatura, pelo que o condutor deverá ter em conta que a condução é feita pela mão oposta, ou seja, à inglesa. Como nenhum dos membros deste casal gostou da ideia, a opção de transporte recaiu sobre o autocarro público, que apesar de andar sempre à pinha e nalgumas rotas ter uma frequência de passagem claramente insuficiente, serviu para explorar as áreas territoriais das ilhas de Malta e Gozo. Esta é, também, a forma mais barata de circular pela ilha.
Ficámos alojados na localidade de Buggiba que basicamente é uma península cheia de hotéis e sem grandes atrativos além dos normais em regiões povoadas de hotéis - muito comércio, restauração e praia sem areia. Buggiba é, contudo, um ponto estratégico para a visita aos vários pontos de interesse da ilha pelas linhas de autocarro que servem a localidade. 

Malta - A não perder:

La Valletta - A capital e o coração da ilha. Aqui há muito comércio, sempre muita gente e muita vida. Imperdíveis são as visitas ao Teatru Manuel e à Co-Catedral de S. João. É aconselhável explorar a cidade de forma a aleatória, sem medo de se perder entre as ruas e ruelas que vão surgindo. Uma das panorâmicas mais bonitas será a vista dos Upper Barraka Gardens, de onde se contemplam as três cidades Vittoriosa, Senglea e Cospiscua, respetivamente também conhecidas por Birgu L-Isla e Bormla. Outras experiências até ou partir de La Valletta são as travessias de ferry boat que ligam a cidade a Sliema e às Três Cidades. Fizemos as duas rotas e valem indubitavelmente a pena.

No ferry de Sliema para La Valletta


Teatru Manoel

Teatru Manoel

Teatru Manoel

Teatru Manoel

Teatru Manoel

Teatru Manoel

Co-Catedral de S. João

Co-Catedral de S. João

Co-Catedral de S. João


Upper Barakka Gardens


As Três Cidades - Vittoriosa (Birgu), Senglea (L-Isla) e Cospiscua (Bormla) - Tão próximas que nem nos apercebemos onde começam e acabam cada uma, as Três Cidades a nível de interesse resumem-se mais a duas, dado que Cospiscua não tem grande destaque. Explorar a área a pé e almoçar na marina mesmo junto ao Forte de S. Miguel são experiências a não perder.












Mosta - Parece que aqui houve milagre. No decorrer da 2ª guerra mundial foi lançada uma bomba que entrou na nave da igreja através da cúpula. A bomba caiu no chão, mas não rebentou. Assim se difundiu a ideia do milagre de Mosta.










Rabat e Mdina - Localidades limítrofes, à semelhança das três cidades quase não damos pelo passo que nos faz mudar de terra. Mdina está dentro das muralhas e revela uma população seleta e abastada. Mais uma vez, explorar a pé a localidade é um passeio obrigatório, bem como a visita à sua catedral. Rabat está mesmo à "porta" de Mdina e o melhor a fazer quando a fome apertar e andar uns passos além do parque de estacionamento quando se sai de uma localidade para a outra e provar os melhores pastizzi do arquipélago que estão numa tasca com mau aspeto chamada "Crystal Palace". Cristal propriamente dito não há por lá, mas vale a pena provar os vários pastizzi cujo preço parte dos 0.30€/unidade. Com o estômago cheio já dá para prosseguir até ao complexo que integra as Catacumbas e Gruta de S. Paulo, os abrigos da II Guerra Mundial e o Museu Wignacourt. Tudo isto incluído num bilhete de 5€.

Fosso da Muralha - Mdina

Museu de História Natural - Mdina


Catedral de Mdina

Catedral de Mdina

Catedral de Mdina

Catedral de Mdina

Mdina

Mdina

Portão da localidade - Mdina

Crystal Palace

Pastizzi - Crystal Palace

Abrigo II Guerra Mundial

Catacumbas

Catacumbas

Catacumbas

Gruta S. Paulo

Museu Wignacourt


Comino/Blue Lagoon - Não se pode pensar e Malta sem associar o arquipélago às águas translúcidas do mediterrâneo que fazem sonhar muitos banhistas. A Blue Lagoon na ilha de Comino é uma das imagens de marca do arquipélago e atraem inúmeros locais e turistas. Infelizmente a exploração massiva do espaço está a poluir a água do mar com combustível e lixo e também a superfície terrestre. O sol que se faz sentir durante o verão é abrasador, pelo que quem não quiser sair do local com aspeto de urgência dermatológica o melhor a fazer será mesmo alugar um chapéu e uma cadeira a preço de luxo.









Hagar Qim & Mnadra Temples - Visita inevitável no sul da ilha para os amantes de arqueologia, estima-se que a construção destes templos megalíticos remontem ao período entre 3700 e 3200 a.c.. Fazem parte do grupo de ruínas pré-históricas mais antigas do mundo.










Gozo - Na ilha de Gozo, alcançável através de uma viagem no gigante ferry boat a partir do porto de Cirkewwa em Malta, a principal atração será a capital Victoria (também conhecida por Rabat) que presenteia o viajante com a sua imponente cidadela. Dentro deste perímetro e no iniciar da visita aconselho a visita ao centro de interpretação logo à entrada, onde é possível ver um pequeno filme através do qual o visitante pode ficar a par da história desta pequena ilha cheia de acontecimentos. A visita deve seguir com uma visita à Catedral da Assunção e a exploração livre da cidadela cheia de panorâmicas. Usando o autocarro público (ou o autocarro turístico se o visitante preferir) é possível ir até à conhecida Azure Window ou janela azul onde a "escultura" foi da obra da natureza. Devido à falta de tempo (e ligações de transportes públicos) não nos foi possível visitar o Santuário do Ta'Pino.

À chegada à Ilha de Gozo - Mgarr 

Catedral de Gozo

Catedral de Gozo

Catedral de Gozo

Catedral de Gozo

Catedral de Gozo

Victoria - Cidadela

Victoria - Cidadela

Victoria - Cidadela

Azure Window


Mellieha - Nesta bonita localidade têm-se algumas das melhores vistas do arquipélago, a partir das colinas existentes. Tentámos por várias vezes visitar a paróquia local, mas esteve sempre fechada nas várias tentativas. Descendo as colinas e chegando a Mellieha Bay encontra-se a praia com maior areal de todo o arquipélago, que é coisa rara, e alguma oferta hoteleira. 






Além das visitas mencionadas e que a meu ver merecem uma visita, visitámos o parque temático Popeye Village, que nasceu dos cenários do filme, mas cuja visita não acrescenta grande coisa aos visitantes que não querem simplesmente uma espreguiçadeira à beira mar para ficar a torrar durante o dia. 

Popeye Village

Popeye Village