quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sinagogas da Europa

Não sei exatamente porquê, mas sou uma fascinada pela história e, consequentemente, pela monumentalidade que o judaísmo nos apresenta. Por esse motivo sempre que há uma oportunidade de conhecer um bairro judaico ou uma sinagoga em viagem, eu estou lá!
Este artigo é dedicado a alguns dos belíssimos exemplos que temos da História do judaísmo na nossa Europa e que perdurarão na minha memória.

Berlim

Nova Sinagoga de Berlim
Construída no século XIX, é um exemplo de grandiosidade no coração de Berlim, mais precisamente na Oranienburger Strasse. Sofreu sérios danos no decorrer na II Guerra Mundial, contudo não foi recuperada precisamente com o objetivo de lembrar o acontecimento afim de não o repetir. O acesso ao espaço é bastante limitado e muito controlado com raio x e afins. 






Museu Judaico
Um espaço fundamental para compreender melhor o contexto dos judeus na II guerra mundial e na história de Berlim em geral. Mais uma vez muita segurança e controlo no acesso.





Budapeste

Grande Sinagoga de Budapeste
De todas,a minha sinagoga favorita. É a segunda maior a nível mundial ( a maior está em Brooklyn/Nova Iorque) e é um espaço lindíssimo e bem preservado. À semelhança da Grande Sinagoga de Berlim, foi construída no século XIX e massivamente destruída na época da II Guerra Mundial. Contudo, foi recuperada, contrariamente ao caso da sinagoga berlinense. A visita que fiz em 2012 foi acompanhada por um guia judeu com origens no Bairro de Brooklyn, em Nova Iorque, que informou com clareza os visitantes acerca de vários tópicos relacionados com o culto, os símbolos presentes e o judaísmo em geral. 









Bairro Judaico
Nos arredores da Grande sinagoga é interessante explorar o bairro a pé e ver o que ainda resta das raízes judaicas na cidade. Existe também um museu judaico ao qual se pode ter acesso através de um bilhete combinado (Sinagoga e Museu Judaico).


Amesterdão

Sinagoga Portuguesa de Amesterdão
O Judaísmo com raízes portuguesas a visitar entre os canais. Construída no século XVII e, quase inexplicavelmente, permaneceu ilesa à destruição massiva provocada no decorre da II Guerra Mundial. Diz-nos a História que devido à perseguição aos judeus em Portugal, muitos deles chegados a Portugal expulsos de Espanha por motivos religiosos no final do século XV, registou-se um século depois uma saída massiva para a Holanda bem como para outros países onde na época era possível viver o judaísmo de forma livre, Nesse âmbito nasceu a necessidade da criação deste espaço em plena utilização, que nos conta uma história de quase 5 séculos. 








Museu Judaico
Mais uma vez na proximidade da sinagoga surge o Museu Judaico a complementar informação, funcionando quase como centro de interpretação. No mesmo espaço decorrem algumas exposições temporárias. Em junho deste ano decorria uma exposição sobre a vida da falecida judia, Amy Winehouse.


Praga

Bairro Judaico (Josefov)
Antigo gueto dos judeus na cidade, o bairro reúne ainda um conjunto de seis sinagogas exemplificativas da presença da religião judaica na cidade. Existe, também, neste espaço o antigo cemitério judaico onde se verifica que o espaço era pouco para a necessidade. Neste bairro chegaram a viver aproximadamente 180 000 pessoas. É importante referir que Hitler tinha o plano maquiavélico de fazer deste bairro o museu da raça extinta com objetos deste espaço e roubados a judeus de todas as zonas sob o domínio do III Reich. O plano não se concretizou e os objetos fazem atualmente parte do recheio do museu judaico a funcionar em três das seis sinagogas do bairro. Muitos viajantes optam pelo bilhete reduzido que não inclui todos os monumentos, mas eu optei pelo bilhete completo e acho que valeu muito a pena apesar de não ser propriamente barato.


Sinagoga de Klausen/Antigo Cemitério Judaico
Construída no século XVII, alberga o Museu Judaico e dá acesso ao Antigo Cemitério Judaico que foi utilizado desde o início do século XV até ao final do século XVIII. As campas estão claramente amontoadas devido à falta de espaço para enterrar tanta gente. 




Sinagoga de Maisel
Construída no século XVI, esta sinagoga é mais um dos espaços que alberga exposições sobre a história judaica no bairro desde o século X.


Sinagoga Espanhola
A mais recente (século XIX) e, também, a mais imponente e imperiosa nos seus acabamentos, a Sinagoga Espanhola em estilo mourisco é um monumento de relevância em Josefov associado à vinda para Praga dos judeus perseguidos pela inquisição espanhola. Um autêntico must visit da cidade.







Sinagoga de Pinkas
Esta sinagoga construída no século XV retrata o horror do holocausto e homenageia as vítimas judias provenientes da Boémia e da Morávia, sendo que os seus nomes estão escritos nas paredes da nave principal e das salas adjacentes. 


Sinagoga Velha Nova
A mais antiga sinagoga da Europa ainda em funcionamento, existente desde o início do século XIII, é o ícone do judaísmo em Praga. Quando entramos dentro dela conseguimos sentir a energia de séculos e séculos de História. À semelhança do que aconteceu na Grande Sinagoga de Budapeste, a visita foi acompanhada por um guia judeu, uma pessoa com alguma idade, que nos convidou a sentar nos bancos recheados de vivências e partilhou connosco os rituais e hábitos associados ao culto e tradição judaica.  



Florença

Grande Sinagoga de Florença
Infelizmente não fiz a visita interior, que ficou prometida num regresso à cidade. Este fabuloso edifício foi construído em finais do século XIX e o seu interior reflete o estilo mourisco. A inspiração para o edifício veio da famosa e grandiosa Hagia Sofia em Istambul.



sexta-feira, 29 de julho de 2016

Pequenos almoços low cost em viagem

Um dos maiores desafios em viagem é respeitar orçamentos low cost e, quando me refiro a low cost não estou só a falar de voos e hotéis baratos. As refeições constituem uma importante e, frequentemente, cara parcela de viagem, começando logo pelo pequeno almoço.

Quando marcamos um hotel podemos encontrar tarifas com e sem pequeno almoço. Aqui é frequente encontrarmos viajantes a gastarem rios de dinheiro.

As escolhas pessoais cá de casa normalmente seguem a seguinte lógica: se o hotel preencher os requisitos pretendidos, incluindo o preço e a tarifa já incluir pequeno almoço, assunto arrumado. Caso contrário, o pequeno almoço no hotel fica excluído da opção. E neste caso não se poupa só dinheiro. Poupam-se calorias (toda a gente abusa, não me digam o contrário) e tempo, já que para satisfazer a compulsão alimentar provocada pela variada oferta num único preço, ninguém demora só 10 minutos a tomar pequeno almoço num hotel.

Na Europa, por exemplo, é extremamente fácil encontrarmos tarifas de pequeno almoço a irem além (e às vezes muito além) dos 10€. Fazendo as contas a um casal (isto para não analisar famílias mais numerosas) que pernoite 3 noites num hotel com pequeno almoço a 10€/pax/dia, ao final dessa curta estadia foram gastos 60€ em pequeno almoço. Em casa nunca gastaríamos nem perto disso. E porque não levar os hábitos de casa para fora de casa? Chegamos então ao cerne da questão do artigo de hoje, que visa dar aos leitores opções de pequenos almoços baratos, simples e práticos de serem feitos em qualquer quarto de hotel, com maior ou menor dimensão e maior ou menor comodidade.

Se sabe de antemão que vai seguir o velho espírito tuga do farnel, o melhor é começar a preparar-se a partir de casa logo quando está a fazer a mala. Eu costumo ter sempre comigo guardanapos, sacos plásticos transparentes pequenos e talheres de plástico descartáveis (que eu levo muitas utilizações a descartar, pois lavo e guardo sempre até se partirem).

O que beber:

Existem hotéis que têm a vantagem de terem no quarto (a custo zero) saquetas com café e chá, isto com um jarro elétrico de auxílio para ferver a água. Nesses casos ter uma bebida quentinha a qualquer hora não é problema. O meu truque é o seguinte: sempre que não consumo estes itens, guardo-os e levo-os para casa. Posso sempre consumi-los noutra viagem em que o alojamento não ofereça mimos destes. No caso do seu hotel não ter estes itens à partida (procures pesquisar nas fotos do hotel antes de partir), calcule a quantidade que poderá utilizar de cada tipo e leve de casa.
Copos por norma existem sempre, até no mais modesto dos alojamentos, mais que não seja daqueles descartáveis que deixam no WC para lavar os dentes.

  • Café em pó

  • Capuccino em pó

  • Descafeinado em pó




  • Bebidas quentes de máquinas. A maioria dos hotéis tem uma máquina que fornece bebidas deste género em troco de uns trocos. Se não passa sem o seu café expresso logo de manhã, provavelmente com esta solução não vai ter de abdicar dele.

    • Leite em pó levado de casa, por exemplo, num saquinho muito pequenino e que não vai roubar espaço praticamente nenhum na mala (uso Molico).


    • Leite normal levado de casa (caso tenha mala de porão) ou comprado num supermercado próximo já no destino

    • Chá (se não tiver como ferver a água quente da torneira do quarto em países com água potável ou peça para usar o microondas da sala de pequeno almoço)

    • Sumo em pó

    • Sumo embalado do supermercado

    • Sumo natural do supermercado

    • Iogurtes líquidos (caso o seu quarto tenha mini bar, pode comprar no supermercado mais próximo e consumir quando quiser)



    O que comer:

    • Cereais. E perguntam vocês: Como? Em primeiro lugar, levem de casa num saquinho ou num pequeno tupperware a quantidade que tencionam consumir. Levem também colher de plástico descartável e uma taca ou tupperware para servirem os cereais. Não vai ocupar espaço na mala de o colocarem sem tampa num saco e depois colocarem outras coisas que constam na bagagem lá dentro.

    • Pão fresco. Se tiverem a sorte de terem por perto um supermercado ou padaria, não deixem de aproveitar. Já me aconteceu em Lyon ter na porta ao lado do hotel uma padaria. Tão bom...
    • Pão de forma embalado




    • Embalagens pequenas de manteiga, nutella e de compotas. Em hotéis que têm pequeno almoço incluído eu costumo trazer estas embalagens (sem exageros) e guardo para as viagens que não têm pequeno almoço incluído. Costumo transportar este tipo de embalagens no saco dos líquidos, dado que na maioria das vezes viajo sem bagagem de porão e pelo seu tipo de composição estes alimentos devem ser transportados no saco dos liquídos quando transportados na bagagem de mão. 

    • Queijinhos tipo A Vaca que Ri. Também devem ser transportados nos sacos dos liquidos. 
    • Croissants ou outro tipo de pastelaria. Comprados numa padaria próxima ou supermercado, ou mesmo trazidos de casa.
    • Charcutaria. Caso tenha mini bar pode comprar queijo, fiambre, chourição ou outro tipo de charcutaria fatiada e mantê-la no frio.

    • Salsichas em frasco. Se é apreciado/a de pequenos almoços mais consistentes, pode sempre recorrer à compra de salsichas em conserva em frasco de vidro e consumi-las ao pequeno almoço.
    • Tortitas de milho ou arroz. Saudáveis, pouco calóricas e fáceis de transportar, estas tortitas são uma boa opção para o pequeno almoço. Existem também com cobertura de chocolate e iogurte.

    • Tostas

    • Barritas de cereais

    • Bolachas


    • Fruta fresca

    • Iogurtes sólidos. Não se esqueça da colher descartável!


    E assim se poupa em viagem, caros leitores! Até breve!